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Nota: esta e as paginas seguintes desta seção foram extraídas do próximo livro a ser publicado por Swami Sarveshwarananda Giri Estórias sobre Vidas Sagradas: Esboços Biográficos dos Grandes Sábios e Místicos de Todo o Mundo a ser publicado pelo a Missão Hariharananda.

Sábios e Escrituras

Está explicado nos Upanishads[1] que no início Deus estava totalmente só, como Um, sem manifestação. Além disso, Ele desejou experimentar a alegria através de Sua própria multiplicidade. O Senhor projetou uma infinitesimal parte de Si mesmo como o universo manifestado, então,  cobriu-Se com o véu de maya[2]  para que Ele, em Suas incontáveis formas, estivesse esquecido de Sua essência divina  e aos poucos despertasse do sonho material para a realidade espiritual. 

Muitas pessoas têm argumentado sobre essa explicação da criação divina. Certa vez eu mesmo protestei ao meu professor espiritual, Baba Hariharananda: “Isso não é justo; é cruel”, disse. “Porque Deus cria está criando essa complicação ?  Se Seu desejo é ser descoberto, porque está Se escondendo tão bem que ninguém consegue achá-Lo?”

Baba replicou: “Porque não existiria criação se não fosse maya; não existiria problema. Se não existisse o mal no mundo, não existiria criação. Todo o propósito de maya é para a alegria de Deus descobrir a Si mesmo, um alma por vez.” 

Li literalmente toda escritura de todas as  religiões, e nunca encontrei uma explicação mais satisfatória do que essa. Por outro lado, ainda parece insuficiente para esclarecer o supremo mistério de Deus. Nunca iremos entender isso até que nos tornemos Deu, até que acordemos totalmente para essa realidade. Felizmente, Deus não nos abandonou totalmente na neblina de maya. Ele nos deixou dois guias vitais pelo caminho: os sábios e as escrituras.

Escrituras são manuais para vivermos uma vida centrada em Deus. Sábios são o exemplo vivo de uma vida perfeitamente sintonizada com Deus. Um é a teoria, o outro, a prática. Se você seguir as escrituras, sua vida gradualmente irá se tornar mais pura e mais divina. Se sua vida, também,  não está associada à de um sábio, santo, mestre, professor ou um guia espiritual, as escrituras são unicamente palavras privadas de um significado mais profundo.  Palavras podem ser extremamente confusas, especialmente para a limitada inteligência humana. Um buscador espiritual precisa de um professor que possa interpretar as escrituras de acordo com a capacidade de compreensão do aluno.

Nos tempos antigos, o conhecimento da realidade era transmitido simultaneamente pelas escrituras e sábios. Hoje, a maioria das religiões tendem a confiar exclusivamente nas palavras escritas, perdendo quase que totalmente a conexão com as escrituras do viver, respirar, trabalhar - os sábios. A tarefa do professor, mestre, guru, tzaddikim,[3] starets,[4] ou o rabbi,[5] decresceu. A educação decresceu. Os professores tornaram-se mais e mais acadêmicos, e menos e menos praticantes do trabalho que estudam. Aumentaram o conhecimento dos comentários e memorizaram as sagradas Escrituras, mas não compreendem-nas pela suas próprias experiências. Como resultado, virtualmente, nenhuma religião atualmente ensina as escrituras como deveriam ser ensinadas. As instituições e a hierarquia dos padres, acadêmicos, e especialistas preenchem seus papeis na sociedade, mas não transmitem o conhecimento direto de como encontrar Deus.


[1] Parte  da maior escritura mística do induísmo, que forma a parte da seção do Veda. Dois Upanishads em  particular referem-se a intenção divina da criação: o Aitareya (1:1:1) e o Brihadaranyaka (1:4:1).

[2] Palavra sânscrita  que refere-se à aparência ilusória do mundo sensível : corresponde nas religiões Abrâmicas ao conceito de  Satanás—Palavra Hebraica que significa “o adversário” ou “aquele que se volta contra” [“à verdade”, ed.]

[3] Palavra do Hebraico que significa  “apenas um ” ou “santo.”

[4] Palavra Russa que significa  “idoso”— um monge eremita, ou  homem sábio escolhido como guia espiritual na Igreja Ortodoxa Oriental. 

[5] Palavra hebraica e aramaica que significa  “meu mestre.”
 

A Busca Insaciável de Naren por um Professor Verdadeiro

Madre Teresa escreveu uma linda carta: “Deixe-nos aprender a ser como o Senhor Jesus, que ficou trinta e três anos em silêncio e iniciou Seu ministério com quarenta dias de silêncio, e Ele, agora, ensina através do silêncio, após ter completado Seu ministério na Terra”. Essa observação resume a humildade de um mestre verdadeiro. Espiritualidade não diz respeito a exibir-se, ser popular, ser esperto, inteligente ou bem relacionado. Diz respeito a alcançar o silêncio profundo onde a sabedoria eterna desabrocha, e é distribuída gratuitamente para todos. Precisamos aprender como exercitar nossa  discriminação espiritual para que assim possamos encontrar o verdadeiro mestre. Muitas vezes as pessoas encontram um ser realizado, um grande santo, um mahatma (“grande alma”), e nem se quer a reconhecem. Aconteceu no tempo de Jesus, aconteceu com Buda, Rama, Krishna, Guru Nanak, e incontáveis outros. Cada grande santo realizado foi mal compreendido por causa de estudantes imaturos, devido ao ego. É nosso dever, como dádiva divina, aprimorar nosso intelecto para que possamos desenvolver esta discriminação espiritual. Não deveríamos nunca aceitar um guru com fé cega. Todos vimos o resultado da fé cega ou extremismo. Um guru sempre deveria ser testado, e alguns testam seus gurus, mais do que outros. Não aceitei meu professor, Paramahamsa Hariharananda, por muitos anos. 

Um jovem chamado Narendranath, ou Naren para ser mais curto, era muito rebelde em sua juventude, e andou de professor em professor indagando a todos, não importando a qual religião pertenciam, sempre a mesma pergunta: “ Você viu Deus?”

Invariavelmente, respondiam, “Não, mas posso falar-lhe sobre Ele e Suas maravilhas ...”  Naren dizia, “Não, obrigado.”  E ia embora.

Naren foi perguntando e perguntando  até que cruzou com uma pessoa que disse: “Sim, claro. Eu O vi tão claro como você. Não, para dizer a verdade, isso não é totalmente verdadeiro – Eu O vi mais claramente do que vejo você.” Esse era o grande sábio Bengali, Ramakrishna Paramahamsa. Naren ficou admirado que alguém ousasse dizer isso com tamanha autoridade e ficou profundamente perturbado com a resposta.

Primeiro não aceitou Ramakrishna. Amava-o como pessoa, mas não aceitou-o como guru. No início constantemente criticava-o, insultava-o, divertia-se às suas custas, ridicularizava-o. Chamava-o de um homem emocional, patético, cheio de ilusões, sempre chorando por sua Mãe Kali. Naren era muito orgulhoso de sua bravura intelectual, de sua própria racionalidade. Assim mesmo, sentiu-se atraído por esse homem, embora não compreendesse porque. Sua mente racional se rebelava violentamente contra esse santo, mesmo que seu coração fosse magnetizado por ele. 

Um dia Ramakrishna abriu uma pequena janela na alma de Naren. Aparentemente isso aconteceu num dia comum. Muitos discípulos estavam sentados à volta de Ramakrishna quando este chamou-o: “Por favor, sente-se comigo no sofá.” Enquanto Naren estava sentado, Ramakrishna, muito como quem não quer nada, esticou sua perna e tocou o corpo de Naren com seu pé. Imediatamente Naren entrou em  samadhi. Fundiu-se com a suprema realidade, Naren perdeu toda a consciência de mundo. Ramakrishna retirou seu pé com um sorriso no rosto. Lentamente, Naren voltou à consciência ordinária. “O que você fez comigo? Por um momento não sabia quem era,” chorou Naren . “Você é um mágico? Nunca mais faça isso comigo." Mas esse era o princípio da transformação de Naren. Depois disso, rapidamente começou a mudar. Queria saborear novamente essa realidade, então, aprendeu a meditar e atingir estágios elevados. Por causa desse incidente, combinado com um serviço devotado ao seu mestre, o jovem Naren, mais tarde, desabrochou como o famoso Swami Vivekananda, o pioneiro da yoga e Vedanta no Ocidente.
 

Sábios e Santos

ekam sat viprah bahudha vadanti
“A Verdade é uma, o sábio fala Dela de várias maneiras.”

          - Rig Veda
[1]

Sábios têm falado sobre Ela através de duas vias principais: sua fala (a teoria), e suas vidas (a prática). De fato, uma raramente existe sem a outra. Apesar de alguns sábios escolherem permanecer absorvidos em completo silêncio, suas vidas ainda falam vários volumes a respeito do sagrado. 

Algumas distinções precisam ser feitas entre o atual significado de “santo” e “sábio”. Santos são “pessoas que estão sendo trabalhadas”, que dão inspiração aos outros para que desenvolvam uma qualidade que os santos exibem perfeitamente em suas vidas, como a caridade, devoção, tolerância, perdão e outras coisas mais. A maioria das religiões têm seus próprios santos, alguns dos quais mostraram poder de cura e outros milagres. A Igreja Católica Romana tem um processo muito complicado para elevar certos membros à categoria de santos. O primeiro passo é a beatificação, depois passam séculos de sindicâncias e investigação antes do estágio final de veneração. No Hinduismo “santo” pode ser um titulo dado automaticamente a monges de certas ordens, ou o título pode conotar uma honra dada pelos discípulos a seu mestre, ou ao contrário , dado por um mestre a um discípulo escolhido. O judaísmo é uma interessante exceção, aqueles que seguem a fé judaica são normalmente hesitantes em chamar alguém de santo. Viver uma vida pia é alta prioridade, isso impõe conhecer e seguir restritamente os muitos mandamentos do Torah e do Talmud. Elevar alguém ao status divino é o menos importante.

Sábios, por outro lado, são seres perfeitos em permanente contato com a fonte divina, que voltaram completamente todos os aspectos de suas vidas para Deus. Não manifestam meramente  uns poucos atributos, eles abdicaram de existir por eles mesmos. Passaram por uma completa transformação. Não são uma lanterna, tornaram-se o fogo. Suas posições na vida são irrelevantes  em relação a sua posição espiritual. Podem ser reis (como Janaka, Krishna, ou Solomão), monges (como Buddha ou Mahavira), ou cavadores de trincheiras (como Baal Shem Tov).

Conhecimento direto  de Deus é a única medida verdadeira para se medir o estado de sabedoria – não conhecimento teológico, influência política, piedade, martírio, visão, profecias, atividade missionária ou evangélica , reformismo social, demonstração de milagres, ou super poderes. Indivíduos não deveriam ser categorizados como sábios somente por sua capacidade de produzir milagres. Como pode ser argumentado, alguns poderes psíquicos podem ser observados em várias pessoas de tempos em tempos. 

O plano criativo de Deus precisa de ambos, sábios e santos, para estar completa. Santos inspiram por expressar uma qualidade divina, enquanto ao mesmo tempo mantêm sua humanidade fundamental. Esse é um elemento crucial, uma vez que seres perfeitos e avatares estão muito longe da realidade do dia-a-dia  da massa em geral. Graciosamente, santos ainda podem cometer graves erros.  Sábios (e místicos), por outro lado, são guias para os mais avançados buscadores espirituais que desenvolveram o desejo de erradicar completamente todo traço de sua natureza humana, e realizar completamente sua divindade.  Eles atuam com um modelo a ser seguido por seus aspirantes. Esses buscadores espirituais estão prontos para mergulhar completamente na realidade de Deus. Estão prontos para matar qualquer traço de animalidade que resta neles, para que possam completamente manifestar sua divindade. Sábios são para todos, mas seus ensinamentos mais preciosos, e sua sagrada presença é principalmente para o beneficio de um grupo de almas em particular. 

Responder à  questão: “O que é um santo? O que é um sábio? O que é um místico?” é difícil. Examinando a vida de centenas deles, finalmente encontrei uma bela definição dada por uma grande Mãe sábia da Índia, chamada Ammachi:

“Um sábio não é o mesmo que um santo.  Um santo é uma pessoa que aspira pela realização de Deus, e que atingiu um alto grau de pureza da mente. Experimenta a Presença de Deus, mas ainda não é um com Ele. Ainda tem que trabalhar pela Perfeição. Porém, um sábio é alguém que alcançou a União com a Suprema Realidade e estabeleceu-se permanentemente nessa consciência. Tais sábios, são considerados austeros no sentido de não serem frívolos. Em outras palavras, são sérios. São centrados em Deus. Mesmo que façam brincadeiras, vão ter um propósito por trás delas, conduzir pessoas à Deus. Nem induzem à luxuria. Eles não têm nada a ver com a luxuria. Mesmo que vivessem em um palácio, para eles, seria o mesmo se estivessem na sarjeta, por que não têm consciência do corpo como nós. Têm somente a consciência do Ser ou Deus. Esses sábios austeros são livres de ira e desejo.”

Assim, no Bhagavad Gita, 5:20,  existe uma descrição de um sábio:

“Ao redor de um sábio austero, livre de desejo e cólera, aquele que subjugou a mente e realizou o Ser, irradia a paz beatífica do Absoluto Brahman.”

A diferença entre um sábio e um santo, poderia ser explicada como a diferença entre conhecimento e sabedoria. Podemos adquirir conhecimento de qualquer coisa, mesmo de coisas espirituais, mas sabedoria está acima de conhecimento. Sabedoria pertence ao reino da supra-consciência obtida em meditação profunda (paravastha, em sânscrito.). Conhecimento pertence ao reino daquilo que fazemos no mundo agora. Por esse tipo de leitura,  podemos compartilhar conhecimento, mas nunca sabedoria.

Para adquirirmos sabedoria devemos cerrar todos os sentidos, introverter a mente, e ir para um estado acima dos pensamentos. Lao Tzu, o fundador do Taoísmo na China, deu uma bela receita. Disse: “Para conhecimento, adicione um pouco todo dia. Para sabedoria, retire um pouco todo dia.”


[1] A escritura hindu mais antiga, consiste principalmente de hinos a várias deidades.
 

Função dos Santos e Sábios

Um erro muito comum e pegar a vida, o trabalho e as palavras dos sábios como a Verdade absoluta. Uma vez que eles têm acesso a Verdade absoluta, pensamos que tudo que dizem deve ser absolutamente verdade. Devemos compreender,  entretanto, que eles foram apontados por Deus para tomar conta de um grupo especial de almas que serão atraídas por ele dentro de um contexto particular, em um determinado lugar. Suas vidas, seus trabalhos e seus ensinamentos são direcionados a esse grupo de almas, nesse determinado momento. Não quer dizer que estão vendendo verdades parciais. Estão ensinando a Verdade eterna, mas estão adaptando-a à capacidade de compreensão de um dado rebanho, que foi apontado para ele.

Por exemplo, quando ouvimos Neem Karoli Baba dizer que o caminho da devoção é o único caminho para Deus, isso é verdade para aquele grupo. Se começamos a  comparar esse ensinamento com o de outro grande mestre, como Ramana Maharshi, que diz que o único caminho para Deus é somente através da introspeção, eles parecem contradizer um ao outro. Como podem estar falando da mesma Verdade? Mas estão, no sentido em que seus próprios discípulos possam melhor compreender. Essa é uma função muito importante dos sábios. Eles transmitem e adaptam a verdade eterna para um certo tempo, para um certo grupo de pessoas.  

Cada vida individual é uma metáfora para uma estória invisível escrita por Deus.  Na trama de uma novela, existem personagens bons e maus, menores ou maiores papéis. Santos ou sábios interpretam os maiores papéis para Deus. Cada aspecto de suas vidas é uma mensagem escondida para aqueles que tem olhos para vê-la. Eles são escrituras vivas. Cada santo ou sábio também personifica um atributo particular necessário para completar com sucesso a jornada espiritual. Por essa razão, Harischandra[1] foi testado por sua verdade, Mira[2] por seu amor por Deus, Buddha[3] por sua renuncia, Gandhi por seu ahimsa[4], Sita[5] por sua castidade, Padmapada[6] por seu serviço a seu professor, as Gopis por suas auto-entrega, Sabari por sua paciência e Shams-i-Tabriz por sua convicção de que ele era Deus.

Como encontramos um mestre? Esse é o enigma da vida que todos têm que resolver. Quando encontramos ele ou ela, deixe doarmo-nos  a eles como se nossa verdadeira vida dependesse disso, por que custou, para nossa alma, milhões de encarnações para encontrar essa pessoa. Por eras, trabalhamos duramente para encontrar alguém que possui a Realidade, que possui o eterno,  e que sabe como doá-La. Isso é o que é extraordinário sobre encontrar um mestre. Pessoas que estão constantemente engajadas no “olhar vitrines em um shopping” espiritual, não sabem o que estão perdendo. Pensam “quanto mais, melhor”, então colecionam professores, e com isso coletam confusão. Muito embora, “sair por aí para fazer compras”, é também, parte se seus karma; através dessa experiência, eventualmente, vão encontrar seu professor.

Anandamoyee Ma, outra grande sabia da Índia disse:

“Um santo é como uma árvore. Não chama ninguém, nem manda ninguém embora. Dá abrigo a todos  que querem aproveitar; seja homem, mulher, criança ou um animal. Se você sentar-se debaixo de uma árvore, ela irá protegê-lo da inclemência do tempo, do tórrido sol, assim como da torrencial chuva, e irá dar-lhe flores e frutos. Seja um ser humano que desfruta delas, ou um pássaro que as aprecia, pouco importa para a árvore; seu produto está lá, para qualquer um que chegue e pegue-o. E por último, porém, não menos importante, ela dá a si mesma.

Como a si mesma? O fruto contém a semente para novas árvores da mesma espécie. Portanto, sentando-se debaixo de uma árvore você encontrará abrigo, sombra, flores, frutos; e em tempo apropriado, você irá conhecer a si mesmo.”

Você se tornará uma árvore. Essa é a promessa de todos os mestres, e essa é nossa responsabilidade. Paramahamsa Hariharananda disse muitas vezes: “Não vim aqui para fazer discípulos, vim para fazer mestres.” E outras vezes diz: “Você deve tornar-se grande como Hariharananda.”

Sim, é uma grande ordem, mas Deus espera que nos tornemos Sua semelhança.


[1] Um rei da Índia antiga que jurou ser verdadeiro durante todo o tempo. Quando confrontado com o rigoroso desafio imposto pelo sábio Vishwamitra, o rei sacrificou tudo que tinha no altar da verdade, incluindo seu reino e mesmo sua vida e filho.

[2] A rainha Rajput do século dezesseis, que deixou a corte nos seus trinta para viver a vida de uma mendiga errante, compôs milhares de poemas devocionais para sua deidade escolhida, Krishna.

[3] O jovem príncipe que deixou os prazeres do palácio para encontrar a verdade última e despertar a humanidade.

[4]Palavra sânscrita que significa “não violência”—prática espiritual budista e hindu que rejeita causar dano aos outros seja por pensamento, palavra ou ação.

[5] A mulher do rei Rama. Sua estória no Ramayana ilustra o ideal feminino no Hinduismo.

[6] Discípulo do grande professor e sábio vedanta Adi Shankaracharya. Padmapada somente tinha a intenção de servir seu mestre; não prestava atenção nas aulas, ganhando a princípio, o desprezo de seus colegas estudantes, até que Shankara abriu os olhos dos colegas para sua grandeza.

 

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